Cálculo Renal

Cálculo Renal ou Litíase Renal, também conhecido popularmente como pedra nos rins, são formações sólidas de sais minerais e/ou uma série de outras substâncias, como oxalato de cálcio e ácido úrico que se cristalizam, podendo acometer qualquer ponto do aparelho urinário, constituído pelos rins, ureteres, bexiga urinária e uretra.

A litíase renal é problema comum. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), de 5% até 12% da população do País já teve ou terá a doença. Apesar de não escolher sexo ou idade para se manifestar, o problema é mais comum em homens entre 20 e 40 anos. E na maioria dos casos, a lembrança de quem teve uma crise de litíase é dolorosa. Porque quando as pedras estão “estacionadas” no rim, são imperceptíveis. Mas, quando começam a se deslocar seguindo o fluxo da urina, causam a incômoda e dolorosa cólica renal.

Existem ainda outros sintomas associados ao cálculo renal, como vômitos, febre, dor para urinar, sangue na urina, mas o sintoma clássico é mesmo dor aguda, forte e intensa na região lombar, geralmente de um só lado das costas, que pode irradiar-se para a parte de baixo da barriga, virilhas e genitais.

Não há um fator único que explique a formação dos cálculos renais; existe a predisposição genética (“40% a 60% das pessoas com cálculo têm alguém na família com cálculos”) e fatores ambientais como a alimentação rica em sódio (“sal”), proteínas, acido úrico e a baixa ingestão de líquidos (principalmente de água).

Quase 50% das pessoas que tiveram pedras nos rins voltarão a ter o problema em até cinco anos. Para esses indivíduos, principalmente para aqueles com história familiar, recomenda-se uma dieta pobre em sal, proteínas e procurar um Nefrologista para uma investigação detalhada das causas dos cálculos e um tratamento preventivo correto.