Especialistas alertam para cuidados durante festas e recesso
Com a chegada de dezembro, aumentam os encontros familiares, as confraternizações e as mudanças na rotina. No entanto, para pacientes com Doença Renal Crônica (DRC), o período também exige atenção redobrada à saúde.
Segundo especialistas em nefrologia, alterações na alimentação, consumo excessivo de sal, bebidas alcoólicas e a desorganização nos horários de medicação podem impactar diretamente o equilíbrio do organismo — especialmente em quem já realiza hemodiálise ou possui função renal comprometida.
Alimentação e excesso de sódio preocupam
Pratos típicos das festas de fim de ano costumam ser ricos em sódio, potássio e fósforo — minerais que precisam ser controlados rigorosamente por pacientes renais. O excesso pode provocar retenção de líquidos, aumento da pressão arterial e sobrecarga cardíaca.
A orientação é manter o acompanhamento nutricional e priorizar alimentos já recomendados pela equipe multidisciplinar. Planejamento é fundamental para evitar intercorrências durante o período festivo.
Hidratação deve ser individualizada
Outro ponto de atenção é a ingestão de líquidos. Para pacientes em hemodiálise, a quantidade permitida deve seguir rigorosamente a recomendação médica. A ingestão acima do indicado pode resultar em ganho excessivo de peso interdialítico e maior dificuldade durante as sessões.
Medicação e sessões não devem ser interrompidas
Durante viagens ou recesso de fim de ano, é essencial organizar previamente o cronograma das sessões de diálise. A interrupção ou atraso no tratamento pode trazer riscos graves à saúde.
Especialistas reforçam que o planejamento antecipado junto à clínica é indispensável para quem pretende viajar.
Saúde renal é compromisso contínuo
Embora dezembro seja um mês marcado por celebrações, o cuidado com os rins não pode entrar em pausa. A manutenção da rotina terapêutica, o controle alimentar e o suporte da equipe multidisciplinar são determinantes para atravessar o período com segurança.
A orientação é clara: celebrar, sim — mas com responsabilidade e acompanhamento profissional.