Cuidar cedo pode mudar a trajetória da doença renal
Quando se fala em doença renal, muita gente pensa imediatamente em hemodiálise. Mas existe uma longa trajetória antes que um paciente chegue a precisar de terapia renal substitutiva — e é justamente nesse período que o acompanhamento adequado pode fazer grande diferença.
A doença renal crônica pode evoluir de maneira silenciosa. Em muitos casos, especialmente nas fases iniciais, a pessoa não sente dor e não percebe alterações importantes na rotina. Por isso, hipertensão, diabetes, histórico familiar de doença renal e alterações em exames merecem atenção.
Os rins exercem funções fundamentais no organismo. Participam do controle de líquidos e sais minerais, ajudam na regulação da pressão arterial, eliminam substâncias que o corpo não precisa e participam de processos importantes para o equilíbrio do organismo.
Quando a função renal começa a diminuir, o acompanhamento com o nefrologista permite compreender a causa, avaliar o estágio da doença e estabelecer estratégias individualizadas para reduzir riscos e acompanhar sua evolução.
Isso pode envolver controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes, ajustes na alimentação, revisão de medicamentos, acompanhamento laboratorial e mudanças de hábitos conforme cada caso.
O mais importante é entender que procurar um nefrologista não significa que o paciente fará diálise.
Na verdade, em muitos casos, o objetivo do acompanhamento é exatamente preservar a função renal pelo maior tempo possível e identificar precocemente qualquer alteração.
Mesmo quando a doença já está em estágio mais avançado, receber orientação antes da necessidade de diálise permite que paciente e família compreendam melhor as opções existentes e participem das decisões sobre o tratamento.
No INEB, o cuidado renal começa antes da máquina.
Começa com avaliação, informação e acompanhamento especializado, respeitando as necessidades e particularidades de cada paciente.