Hemodiálise não é igual para todo mundo

Cada paciente renal precisa de um tratamento pensado para sua realidade

Quando duas pessoas recebem o mesmo diagnóstico, isso não significa que terão exatamente o mesmo tratamento.

Na nefrologia, existem diferenças importantes entre pacientes: idade, peso, função renal residual, outras doenças, medicamentos utilizados, rotina, condições cardiovasculares e resposta ao próprio tratamento.

Por isso, a terapia dialítica precisa ser acompanhada individualmente.

A hemodiálise tem como objetivo substituir parte das funções que os rins já não conseguem desempenhar adequadamente, removendo excesso de líquidos e substâncias acumuladas no organismo.

Mas aspectos como frequência, duração das sessões e modalidade de tratamento devem ser definidos pela equipe médica conforme a necessidade de cada paciente.

Além da hemodiálise convencional, existem outras possibilidades de terapia renal substitutiva, e a indicação depende da avaliação clínica. O INEB atua também com modalidades como diálise peritoneal e hemodiálise domiciliar.

É importante que o paciente participe desse processo.

Fazer perguntas, compreender por que determinada modalidade foi indicada e conversar sobre dificuldades da rotina são atitudes que ajudam a equipe a oferecer um acompanhamento mais adequado.

Tratamento renal não deve ser uma sequência automática de procedimentos.

Precisa existir observação, avaliação e diálogo.

O paciente muda ao longo do tempo — e o cuidado também pode precisar mudar com ele.

Individualizar não é oferecer um tratamento diferente apenas por ser diferente. É reconhecer que por trás de cada prescrição existe uma pessoa com necessidades próprias.

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